Polícia Federal prende suspeito de terrorismo em Nova Iguaçu


NOVA IGUAÇU- Na tarde de quarta-feira (27), a Polícia Federal prendeu Chaer Kalaoun, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Kalaoun estava em casa, e vinha sendo monitorado por agentes dos Estados Unidos. De acordo com investigações, ele fazia apologia ao Estado Islâmico nas redes sociais. Em 2013, Chaer Kalaoun teria visitado o Líbano e, na volta, teria trazido bandeiras do Estado Islâmico.

O mandado de prisão foi expedido pela juíza Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Chaer Kalaoun foi detido durante a Copa do Mundo de 2014, após comprar uma arma.

O advogado de Kalaoun, Edison Ferreira de Lima, destacou que ele não tem ligação com o Estado Islâmico, não teria postagens nas redes sociais em apologia ao grupo terrorista ou tampouco algo relativo ao planejamento de ataques nas Olimpíadas.
Kalaoun, de 33 anos, está no presídio Ary Franco, no Rio, e já teria prestado ao menos um depoimento à Polícia Federal.

PF prendeu grupo que preparava ataques nos Jogos
A Polícia Federal cumpriu 10 mandados de prisão no último dia 21, durante a Operação Hashtag, contra um grupo de brasileiros que realizaram atos preparatórios para ações terroristas durante a Olimpíada no Rio. O ministro da Justiça Alexandre Moraes havia indicado em coletiva que eram 12 mandados de prisão e que duas pessoas não tinham sido presas, mas estavam rastreadas aguardando a prisão. Mais tarde, porém, as assessorias de imprensa da PF e do Ministério da Justiça informaram que oficialmente foram 10 mandados de prisão temporária e 2 mandados de condução coercitiva.
O ministro da Justiça do governo interino destacou na coletiva de imprensa que as duas principais ações preparatórias identificadas na "suposta célula terrorista", "absolutamente amadora, sem nenhum preparo", foram a tentativa de compra de um fuzil AK 47 pela internet e pedidos de treinamento de artes marciais e de tiro por parte do "líder" do grupo, que fica em Curitiba. Eles se comunicavam principalmente pelo Telegram e WhatsApp, e não tinham contato pessoal.
28/07/2016