Grupo planeja apagar tocha olímpica na sua passagem pela Baixada Fluminense

A passagem da tocha olímpica, pela Baixada Fluminense, nos próximos dias, vem sendo alvo de protesto nas redes sociais. Um grupo formado por cerca de quase 2 mil pessoas afirma que comparecerá em massa para tentar apagar a chama olímpica. No Facebook, a página “Vamos Apagar a Tocha Em Nova Iguaçu!”, se mostra contra o revezamento da chama olímpica na cidade.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal de todos os municípios onde a tocha passará, afirmaram que a segurança será intensificada para evitar surpresas. no dia 30 de julho ela começa sua passagem pelo município de Guapimirim, Já em Agosto a tocha chega nas cidades no dia 3 de em Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo e encerra sua passagem em Nova Iguaçu. Apuração feita pelo JORNAL FOLHA DA BAIXADA, verifica que praticamente todas as cidades têm eventos criados no Facebook com o mesmo propósito – apagar a chama olímpica.

Apagar a tocha olímpica é considerado crime de dano ao patrimônio, podendo levar o infrator à prisão e ao pagamento de uma fiança de R$ 1.000,00 (mil reais), fato este, já ocorrido durante a passagem da tocha por outros estados.
Cabe informar que a Chama é acesa na Grécia, de onde é passada para um lampião com combustível para queimar por cerca de 15 horas. Desta forma, por mais que a Chama Olímpica seja apagada, rapidamente ela é acesa, utilizando a mesma chama acesa na Grécia. Em Angra dos Reis, testemunhas afirmam que a tocha olímpica foi apagada por manifestantes quando a mesma passou pela cidade.

Em São João de Meriti, quase mil pessoas também já confirmaram para apagar a tocha.

Saiba porque quase ninguém consegue apagar a Tocha Olímpica

Desde que chegou no Brasil, a Tocha Olímpica, símbolo das Olimpíadas, vem sendo alvo de polêmica e objeto de curiosidade. Durante sua passagem pelas mais de 300 cidades brasileiras, que acontece até a cerimônia de abertura dos Jogos no dia 5 de agosto, a chama já passou por poucas e boas e entre essas, algumas tentativas de apagá-la. No dia em que entrou no estado do Rio, o revezamento da tocha olímpica foi interrompido por fortes protestos no município de Angra dos Reis. O batalhão de choque teve que intervir com bombas de gás para conter os manifestantes, que protestavam contra a prefeitura local.

A confusão levou os organizadores a suspender o primeiro trecho do revezamento, no bairro Japuíba.

Mas como deu para perceber, não é tão fácil tirar o brilho do símbolo dos Jogos Olímpicos. Apesar do fogo já ter se apagado em algumas ocasiões, nas tentativas propositais, a chama continuou acesa, inclusive na última quarta-feira (13) quando um homem chegou com um extintor de incêndio e além de não conseguir apagar o fogo, ainda foi detido. Entenda como ela funciona.

Chama que (quase) não se apaga

A Tocha foi construída para ser como o isqueiro mais sofisticado do mundo. A cada edição, diferentes tecnologias são empregadas para evitar que a chama se apague debaixo de chuva, por falta de combustível ou outra intempérie. Em seu deslocamento nestes anos, o fogo olímpico já cruzou o Canal da Mancha de navio, enfrentou a neve, mergulhou até a Grande Barreira de Corais, na Austrália, chegou ao espaço, andou de cavalo e camelo e viajou em canoas indígenas.

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Fonte: Jornal Folha da Baixada
Por: Diego Quaresma
29/07/2016